Marcelo Kfoury Muinhos
Professor of Economics at FGV-EESP / Specialist in the Brazilian economic and political outlook / Consultant/ Panelist
Os dados de atividade de novembro divulgados nos últimos dias tiraram a euforia anterior com o crescimento do quarto trimestre. As vendas ao varejo divulgadas ontem (15/06) vieram positivas no comercio restrito, mas metade do previsto e negativas no ampliado. Produção industrial e serviços também decepcionaram. Para contrariar, o IBC-BR (proxy mensal do PIB calculado pelo BCB) não só foi positivo (0,18% no mês contra mês) como foi melhor que o esperado (0,2% negativo). O gráfico abaixo mostra a evolução da média móvel de 3 meses contra a mesma medida no ano passado para a produção industrial, comércio ampliado e também para o IBC-BR. A produção industrial ainda está próxima de zero e o comércio ampliado está crescendo mais de 4% devido ao aumento do crédito. O crescimento do IBC-BR é de 1,7%, bem acima da expectativa do PIB de 1,1% para o ano. Concluindo dificilmente a economia vai crescer 1,2% no ano de 2019, mas nada indica, por enquanto, que o crescimento acima de 2% para 2020 esteja ameaçado.
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Marcelo Kfoury Muinhos
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ATA HAWKISH SINALIZA SELIC EM DOIS DÍGITOS – O BCB divulgou hoje (03/11) a ata da última reunião do Copom, que foi considerada mais dura que o comunicado, indicando manutenção do ritmo de alta. Porém, foi divulgado na ata que foram considerados aumentos acima dos 150bps da semana passada. As principais atualizações do cenário são: (1) Aumentou o tom sobre a persistência da inflação ao consumidor. Os preços industriais não arrefecendo e os preços de serviços acelerando já era esperado pelo Copom, mas foi salientado que houve alta nos preços dos commodities energéticos, que afetaram as projeções; (2) O documento apontou que foram divulgado dados mais fracos de indústria e comércio, mas com recuperação dos serviços. O cenário ainda vislumbra retomada no no segundo semestre do ano, ainda que menos intensa, puxada pelos serviços e pelo setor primário; (3) Em relação ao cenário externo, a persistência do processo inflacionário deve antecipar o processo de normalização monetária, implicando cenário mais desafiador para as economias emergentes, o que pode significar cambio mais depreciado no Brasil. A projeção para a inflação de 2022 foi elevada para 4,1% mesmo embutindo uma forte elevação nos juros no final do ano para 9,75% e cambio em 5,60. Essa projeção ainda é menor do que a expectativa do mercado (4,55%), mas com probabilidade crescente de perder também o teto da meta no próximo ano. A minha projeção de inflação é de 4,40% para 2022 e 3,40 para 2023. O primeiro ponto que foi considerado forte na ata foi o questionamentos sobre o futuro arcabouço fiscal (fim do teto dos gastos), que pode afetar os juros neutros da economia e que provoca uma assimetria altista as projeções. Essa assimetria significa uma probabilidade da inflação ser mais alta do que os 4,1% previstos pelo BCB para 2021. O outro ponto a destacar é avaliação que foi feita de elevações mais altas do que 150bps na reunião. Isso significa em termos práticos que eles podem elevar os juros em montantes mais altos nas próximas reuniões se o cenário prospectivo da inflação continuar a piorar (projeções de 2022 ficaram ainda mais longe da meta de 3,5%). Resumindo, se a inflação vier de acordo com as expectativas para os próximos meses, o cenário básico do Copom e continuar no passo de 150bps nas próximas duas reuniões, colocando os juros já em dois dígitos no primeiro trimestre do próximo ano. #inflação #ipca #selic #dolar #cambio #energia #commodities
Marcelo Kfoury Muinhos
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PRÉVIA DA INFLAÇÃO DE OUTUBRO ASSUSTA O COPOM O IBGE divulgou hoje (26/10) o IPCA-15 de outubro e novamente houve surpresa altista na inflação (1,20%, acima do consenso e mês passado). A inflação acumulada em 12 meses apresentou alta de 10,34%. Inflação de serviços veio acima de 1% com peso grande de passagens áreas. Com o aumento da gasolina anunciado ontem, há chances reais do ano terminar com inflação em dois dígitos pela primeira vez desde 2015. Com mais essa surpresa negativa do aumento dos preços, o Copom deve acelerar o ritmo de alta da Selic na reunião de amanhã, elevando a taxa em 1,5pp para 7,75% e a Selic deve fechar o ano já acima de 9%. O quadro abaixo mostra que quase todos os indicadores de inflação e financeiros pioraram significativamente desde a última reunião. Houve uma elevação de 30bps na previsão da inflação para 2022 e pela primeira vez a mediana da inflação de 2023 descolou da meta para aquele ano. Porém, o que é mais sério e deve ser analisado de maneira pormenorizada pelo Copom é a proposta de mudança na principal regra fiscal com algumas modificações no teto dos gastos. O processo de esgarçamento do teto se iniciou em julho com as propostas de não mais pagar os precatórios integralmente e usar parte da folga para vitaminar o bolsa família. Desde julho, os juros de 5 anos subiram mais de 3pp, muito mais do que o risco brasil. Resumindo, mesmo reconhecendo que o choque inflacionário tem causa preponderante na conjuntura global, a política monetária brasileira seguirá precisando trabalhar para que a inflação não saia de controle. Estimo que a inflação em 2022 será 4,1% mesmo com a Selic estando em 10% em meados do próximo ano. #copom #selic #inflação #juros #ipca
Marcelo Kfoury Muinhos
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Entrevista muito agradável e produtiva com Denise Campos de Toledo ontem no Jornal da Gazeta. Falamos de #pib #inflacao #cambio #fiscal #industria
Denise Campos de Toledo
Comentarista e entrevistadora Jornal da Gazeta Comentarista e Apresentadora do Jornal Jovem Pan e Economia em Foco na Jovem Pan
Hoje conversei com @KfouryMarcelo Marcelo Kfoury Muinhos coord. Centro Macro-Brasil Escola de Economia da FGV sobre o cenário macroeconômico do País youtu.be/kqS_PFE7ldw @JornalDaGazeta @tvgazetaoficial
Marcelo Kfoury Muinhos
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Entrevista no com Denise Campos de Toledo hoje (15/10) às 19:30.
Marcelo Kfoury Muinhos
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https://lnkd.in/dGKEwvHE Na quarta-feira (13/10), coordenei um webinar sobre conjuntura econômica e política com a participação de Solange Srour, economista-chefe do Credit-Suisse no Brasil; Christopher da Cunha Bueno Garman, managing director for the Americas do Eurasia Group e Marcos Mollica, PhD, Head Portfolio Manager do Opportunity Total Fund. O seminário pode ser visto no youtube: https://lnkd.in/djKmyZUp Neste artigo no blog Grupo Estado traço um resumo das principais discussões do seminário. #china #eua #fed #pib #inflação #cambio #selic #dolar
Seminário FGV-EESP: Responsabilidade Fiscal e Crescimento Econômico
economia.estadao.com.br
Marcelo Kfoury Muinhos
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Ao vivo agora. | Webinar | Responsabilidade fiscal e crescimento. Há uma grande pressão para o Brasil voltar a crescer e gerar empregos que foram perdidos na pandemia. Contudo, as perspectivas para o crescimento estão sendo afetadas por vários fatores. Acesse: https://lnkd.in/djKmyZUp
Webinar | Responsabilidade fiscal e crescimento
https://www.youtube.com/
Marcelo Kfoury Muinhos
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Seminário hoje às 18:00 com Solange Srour. Christopher da Cunha Bueno Garman e Marcos Mollica, PhD. Inscrição https://bit.ly/Web_1310. Aguardo vocês. #crescimento #fiscal #pib #inflação
FGV EESP
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HOJE | Webinar | Responsabilidade fiscal e crescimento. Há uma grande pressão para o Brasil voltar a crescer e gerar empregos que foram perdidos na pandemia. Contudo, as perspectivas para o crescimento estão sendo afetadas por vários fatores. Saiba + e se inscreva: https://bit.ly/Web_1310 Marcelo Kfoury Muinhos
Marcelo Kfoury Muinhos
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Participação ontem (08/10/21) no Record TV no Jornal da Record falando sobre a inflação no varejo e no atacado! Diminuição do IPA na margem pode desacelerar preços de alimentos e industrias nas próximas semanas. #inflacao #ipca #igp #alimentos
Marcelo Kfoury Muinhos
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INFLAÇÃO DE SETEMBRO – O IBGE divulgou hoje (08/10) a inflação mensal que alcançou em 1,16%, maior valor para o mês desde 1994, mas abaixo das expectativas (consenso 1,25%). O acumulado de em 12 meses ultrapassou 10% pela primeira vez desde fev/16. A média de 5 núcleos subiu para 0,68%, acumulando 6,7%, acima do teto da meta para o ano de 5,25%. A projeção para o ano deve se estabilizar em 8,5% boletim Focus do Banco Central e deve manter ao redor de 4,1% para 2022. Os grupos que tiveram maiores aumentos, conforme mostra quadro abaixo, foram Habitação (2,56% em setembro 14% em 12meses) e transportes (1,482% e 13,5% em 12 meses). Os maiores vilões no mês foram os combustíveis (gasolina 30% e etanol 40% no ano até agora) e energia elétrica residencial que aumentou mais de 6% em setembro, devido ao aumento da bandeira vermelha dada a escassez hídrica. O IGP-DI veio negativo no mês de setembro (-0,55%) o que pode significar alivio no IPCA nos próximos meses, dado o recuo nos preços ao atacado de -1,2%. Esse recuo pode aliviar os preços dos alimentos e dos bens industriais nos próximos meses, com a inflação de outubro ao redor de 0,5%. Já a energia elétrica e os combustíveis são mais difíceis de prever o comportamento nos próximos meses, mas o governo federal está pressionando muito a Petrobras a segurar os preços internos. O Copom já sinalizou fortemente que continuará no aumento de de 1p.p., por reunião, terminando o ano em 8,25%. No próximo ano, quando estiverem olhando mais para a inflação de 2023, o ritmo de aumentos deve desacelerar e projeto que o ciclo de alta cessará com a Selic em 9%. #copom #selic #inflação #juros #ipca #gasolina #energiaelétrica
Marcelo Kfoury Muinhos
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Caros colegas, segue o convite para o seminário virtual que eu estou moderando na próxima quarta-feira com Solange Srour, Christopher da Cunha Bueno Garman e Marcos Mollica, PhD. Segue o link: https://bit.ly/Web_1310
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13/10 | Webinar | Responsabilidade fiscal e crescimento. Há uma grande pressão para o Brasil voltar a crescer e gerar empregos que foram perdidos na pandemia. Contudo, as perspectivas para o crescimento estão sendo afetadas por vários fatores. Saiba + e se inscreva: https://bit.ly/Web_1310 Marcelo Kfoury Muinhos